Nome: Daniela Patrícia Oliveira Peixoto
Árbitro desde: 2002
Categoria: 1ª Divisão Distrital de Futsal
(Associação de Futebol do Porto)
P:Quais as principais causas que te fizeram entrar no mundo da arbitragem?
R:Eu diria que tudo se remete ao facto de desde pequenina ir ver os jogos do meu pai enquanto jogador, e posteriormente enquanto árbitro de futsal. Sempre tive um fascínio pelo desporto, e uma vez que o futsal era o meu predilecto, foi o escolhido. Decidi primeiramente experimentar jogar futsal, entrei então para uma equipa da minha terra, mas consequentemente tirei o curso de árbitro e tive que optar. Escolhi aquilo que achei que queria.
P: Quais as principais dificuldades das mulheres na arbitragem?
R:As principais dificuldades devem-se, ao facto de os homens terem alguma descriminação para com as mulheres. Muitos ainda pensam que jogar futsal e arbitrar, são coisas de homens, mas tudo está a mudar e penso que cada vez mais se prova o valor da mulher no desporto.
P: Se tivesses oportunidade de mudar algo na arbitragem, o que mudavas?
R:Tudo precisa de mudanças, não só na arbitragem, mas no Futsal em geral. E reconheço que isso acabará por chegar lá com o tempo. Mas uma vez que se tem que começar por algum lado, talvez tenha de se começar pelas provas físicas, pois no futsal as provas físicas das mulheres são iguais às dos homens, o que é completamente errado, porque quer queiramos quer não, os homens têm os músculos mais desenvolvidos que as mulheres, e em todos os desportos os tempos são diferentes entre os dois sexos.
P: Sentes que o Futsal é "inferior" ao Futebol?
R: Não sinto que o Futsal seja “inferior”, mas nota-se que é uma modalidade recente que ainda tem muito por desenvolver, acho que aos poucos o Futsal tem vindo a mostrar o seu valor e a vingar no mundo do desporto. Se bem que o Futebol é e, na minha opinião, será sempre o desporto “rei” a nível Mundial.
P: Ultimo desabafo?
R:Como último desabafo só acho que todos nós, população em geral, devíamos de ter o espírito um bocadinho mais aberto, ou seja, aceitar os erros..
domingo, 15 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Arbitro Agredido
Hoje destacámos uma notícia que aconteceu este fim de semana, em que o um árbitro foi violentamente agredido num jogo de juvenis em Espanha.
O Árbitro em causa, foi hospitalizado e encontra -se agora em observação domiciliária, contou momentos de terror vividos no encontro entre o Cerro de Águila e o Bétis, dizendo que foi atingido por centenas de pontapés.
Os incidentes aconteceram aos 50 minutos de jogo, quando o Bétis vencia por 1-0 e o juiz expulsou um jogador do Cerro. «Um só golpe mal dado seria suficiente para me terem morto. Deram-me 200 golpes e um só seria suficiente e poderia ter saído do campo num carro fúnebre, em vez de ambulância», afirmou o árbitro, em declarações à Telecinco.
Sem encontrar motivos para o que se passou, o juiz diz que o seu grande erro «foi dar o apito inicial para o jogo» e garante que não abandonará o futebol por causa do incidente, mas reclama medidas eficazes para estes casos, que têm acontecido com frequência alarmante: «Os castigos são para rir, as multas aos jogadores também e três dias mais tarde estão outra vez em campo a agredir outro companheiro.»
Fonte: MaisFutebol
Com esta notícia, queremos chamar a atenção ao MAI, e todos os agentes desportivos, incluindo a própria AF Porto e FPF, para encontrarem soluções que possam de alguma forma salvaguardar a segurança e integridade fisica dos Àrbitros em jogos das camadas jovens.
O Árbitro em causa, foi hospitalizado e encontra -se agora em observação domiciliária, contou momentos de terror vividos no encontro entre o Cerro de Águila e o Bétis, dizendo que foi atingido por centenas de pontapés.
Os incidentes aconteceram aos 50 minutos de jogo, quando o Bétis vencia por 1-0 e o juiz expulsou um jogador do Cerro. «Um só golpe mal dado seria suficiente para me terem morto. Deram-me 200 golpes e um só seria suficiente e poderia ter saído do campo num carro fúnebre, em vez de ambulância», afirmou o árbitro, em declarações à Telecinco.
Sem encontrar motivos para o que se passou, o juiz diz que o seu grande erro «foi dar o apito inicial para o jogo» e garante que não abandonará o futebol por causa do incidente, mas reclama medidas eficazes para estes casos, que têm acontecido com frequência alarmante: «Os castigos são para rir, as multas aos jogadores também e três dias mais tarde estão outra vez em campo a agredir outro companheiro.»
Fonte: MaisFutebol
Com esta notícia, queremos chamar a atenção ao MAI, e todos os agentes desportivos, incluindo a própria AF Porto e FPF, para encontrarem soluções que possam de alguma forma salvaguardar a segurança e integridade fisica dos Àrbitros em jogos das camadas jovens.
Entrevista com o Nº1 Mundial António Cardoso
Pessoa simples e de uma enorme humildade, que o caracteriza e faz dele um Arbitro de topo, e apesar de pertencer ao Conselho de Arbitragem da AF de Coimbra, para muitos é considerado o melhor do Mundo na Arbitragem do futsal.
P: Qual é a sua referencia na arbitragem?
AC: Positivos, todos aqueles em que senti convictamente o acerto das minhas decisões. Negativos, sempre que senti como nefasta alguma decisão minha…De forma objectiva, ter arbitrado 2 Finais de Campeões da Europa e 3 Semifinais, 1 Final Europeu e 3 Semifinais, 1 Semifinal de Mundial, 9 Finais de Taça de Portugal, entre outras…
P: Como encara ser considerado o melhor do mundo e não ter ficado em 1º lugar a nível nacional?
AC: Nunca serei eu a responder a isso, pela milésima vez! Até porque de facto, não entendo e nunca encontraria resposta… Apesar de que antes de ser Árbitro de topo, fui algumas vezes o nº1 a nível interno!
AC: Sem falsas modéstias, todos vão ficando com boa impressão, à medida que nos vamos conhecendo! Tenho deixado marcas, muito por força do zelo e perícia que coloco, em todas as situações.
P: Acha que o futsal está em Portugal ao nível dos melhores campeonatos do mundo?
AC: Estará de acordo com os Rankings, o que nos atribui elevados patamares. Obviamente que esta crise económica, à escala global, por ser coincidente com o boom a que se assistia, refreou os ânimos, leia-se, os patrocinadores. Que são a mola propulsora!
P: Como vê a evolução da arbitragem a nível feminino em Portugal?
AC: Tem sido interessante o crescimento quantitativo, embora o número ainda fique distante do necessário.
AC: As minhas expectativas são sempre enormes, raiando muitas vezes um sonho irrealista. Mas temos, a cada dia que passa, mais e melhores fontes onde beber, o que vem dotar os jovens de melhores condições para a prática. E há um aspecto que me choca, ainda, neste nosso cantinho: o termos uma aversão incrível a copiar modelos externos com precisas provas dadas e a escutar as pessoas que os conhecem, independentemente do cargo ou função que detêm!
P: Que mensagem gostaria de deixar aos mais jovens que estão a começar na arbitragem?

Conseguimos uma grande entrevista com ele, nada mais, nada menos que António Cardoso...
P:Como começou a sua carreira de árbitro de futsal?
AC:Por acidente!... Era Treinador de Futebol, fui ver um Torneio ao qual faltaram os Árbitros. Um meu jogador foi convidado para colaborar como auxiliar, mas estava lesionado e sugeriu-me, à Organização, que em desespero, aceitou. Na brincadeira disse-lhes que para auxiliar, não iria. Ou ia como principal, ou não ia! Aceitaram, porque a necessidade a tal obrigou!... e nunca mais me deixaram desistir!
P: Qual é a sua referencia na arbitragem?
AC: Guardo alguns modelos, fundamentalmente pelo lado estético e pelo modus operandi, pelo estilo inteligente como faziam a condução do jogo… Vítor Pereira, Anders Frisk e Stefano Braschi no Futebol, ao passo que no Futsal, Pedro Galan e Andrea Lastrucci, embora todos os que vi durante a minha carreira, me tenham ensinado e “oferecido” imenso!
P: Qual a chave do seu sucesso na arbitragem?
AC: Do relativo sucesso, acrescentaria eu! Porque nem sempre atingi tudo aquilo a que me propus! A chave foi sempre a dedicação e a inquietude, perante factos novos que surgem, todos os dias, os quais nem todos os espíritos enxergam. Se não mantivermos um grau de exigência máximo, viveremos com o mínimo.
P: Como lida com a pressão de ser para milhões o melhor árbitro do mundo?
AC: Tentando sempre e cada vez mais, trabalhar para responder positivamente às pretensões dessas pessoas, não defraudando as perspectivas. Arbitrar é pressão!
P: Quais foram os melhores momentos da sua carreira até hoje e os piores?
AC: Positivos, todos aqueles em que senti convictamente o acerto das minhas decisões. Negativos, sempre que senti como nefasta alguma decisão minha…De forma objectiva, ter arbitrado 2 Finais de Campeões da Europa e 3 Semifinais, 1 Final Europeu e 3 Semifinais, 1 Semifinal de Mundial, 9 Finais de Taça de Portugal, entre outras…
P: Como lida com a imprensa e o que acha dela?
AC: Fundamental, mas nem sempre correcta. Muitas vezes, quase sempre, são os critérios de tesouraria que obrigam a colocar em parangonas situações que seriam despiciendas e são nefastas à divulgação e incremento, quer das modalidades, quer da Arbitragem. Mas vamos aprendendo a lidar com os diversos aspectos!
P: Como encara ser considerado o melhor do mundo e não ter ficado em 1º lugar a nível nacional?
AC: Nunca serei eu a responder a isso, pela milésima vez! Até porque de facto, não entendo e nunca encontraria resposta… Apesar de que antes de ser Árbitro de topo, fui algumas vezes o nº1 a nível interno!
P: A nível internacional e por onde tem passado como vêm o A. Cardoso e qual a sua relação com os dirigentes da UEFA/FIFA?
AC: Sem falsas modéstias, todos vão ficando com boa impressão, à medida que nos vamos conhecendo! Tenho deixado marcas, muito por força do zelo e perícia que coloco, em todas as situações.
P: Acha que o futsal está em Portugal ao nível dos melhores campeonatos do mundo?
AC: Estará de acordo com os Rankings, o que nos atribui elevados patamares. Obviamente que esta crise económica, à escala global, por ser coincidente com o boom a que se assistia, refreou os ânimos, leia-se, os patrocinadores. Que são a mola propulsora!
P: Como vê a evolução da arbitragem a nível feminino em Portugal?
AC: Tem sido interessante o crescimento quantitativo, embora o número ainda fique distante do necessário.
P: Quais as expectativas pessoais para o futuro nível de arbitragem?
AC: As minhas expectativas são sempre enormes, raiando muitas vezes um sonho irrealista. Mas temos, a cada dia que passa, mais e melhores fontes onde beber, o que vem dotar os jovens de melhores condições para a prática. E há um aspecto que me choca, ainda, neste nosso cantinho: o termos uma aversão incrível a copiar modelos externos com precisas provas dadas e a escutar as pessoas que os conhecem, independentemente do cargo ou função que detêm!
P: Que mensagem gostaria de deixar aos mais jovens que estão a começar na arbitragem?
AC: É ambígua, sabe? Se bastas vezes sou cáustico, no tocante ao compromisso que alguns jovens estabelecem com a Arbitragem, outras vezes sou forçado a reconhecer-lhes razões para esse menor comprometimento. É que agora, chegando ao fim da minha carreira, olho para trás e que vejo? Que demasiadas vezes coloquei o colectivo adiante do particular e nada me resta, porque neste país, de forma que me perturba, as Instituições preocupam-se com o que temos para lhes dar, não para quem somos ou como estamos!...
Só existe uma palavra para classificar esta entrevista...brilhante....António Cardoso demonstra assim que é um "gentleman" não só a nivel desportivo mas também a nível pessoal. São pessoas como o António Cardoso que incentivam os mais novos a vir para a arbitragem e fazem dela uma nobre causa. Agradecemos o facto de ter concedido esta entrevista e também pela sua disponibilidade...o povo português está-lhe eternamente grato por ter colocado a arbitragem portuguesa no topo do mundo e ser a maior referência Mundial no futsal...

Nome: António José Fernandes Cardoso
Data de Nascimento: 12/04/1964(41 anos)
Naturalidade:Vouzela
Percurso na arbitragem:Fut11(1992-1996); Futsal (desde 1996)
1a categoria desde 1997 e internacional desde 1998
1º jogo internacional Finlandia vs Chipre (na Holanda)
Data de Nascimento: 12/04/1964(41 anos)
Naturalidade:Vouzela
Percurso na arbitragem:Fut11(1992-1996); Futsal (desde 1996)
1a categoria desde 1997 e internacional desde 1998
1º jogo internacional Finlandia vs Chipre (na Holanda)
Fonte: C.Arbitragem AF Coimbra
domingo, 8 de março de 2009
O que deverá fazer o arbitro quando é assinalada a 5ª Falta ?
Para esclarecer as dúvidas relativamente à actuação do cronometrista quando uma equipa atinge a 5ª falta acumulada.
Após ter sido assinalada a falta e um dos árbitros ter efectuado a respectiva sinalética de pontapé livre directo, o cronometrista de imediato faz soar a buzina para indicar ao árbitro que essa equipa atingiu a 5ª falta acumulada, independentemente de o árbitro ter entrado ou não na superfície de jogo.
Após ter sido assinalada a falta e um dos árbitros ter efectuado a respectiva sinalética de pontapé livre directo, o cronometrista de imediato faz soar a buzina para indicar ao árbitro que essa equipa atingiu a 5ª falta acumulada, independentemente de o árbitro ter entrado ou não na superfície de jogo.
domingo, 1 de março de 2009
Àrbitros sem receber á 4 Meses !

Um dia destes, foi publicada uma notícia num jornal desportivo diário, aquilo que parecia inevitável não ser divulgado para a praça pública.
Um árbitro da AF Porto, não se sabe se seria do Nacional ou Distrital, de Futebol de 11 ou de Futsal, informou o mesmo jornal que a AF Porto não pagava os prémios devidos aos Àrbitros desde Novembro de 2008.
Hoje damos destaque a essa notícia,por solidariedade com alguns Àrbitros,uma vez que nos chegou também a notícia que existem árbitros que estão a ter imensas dificuldades para custear as deslocações na questão da gasolina, gasóleo e até das refeições...
Sendo a AF Porto a maior associação de futebol do país, é vergonhoso que tenham 4 meses por pagar á classe.
Na verdade, existem muitos árbitros que sentem tambem dificuldades em arranjar dinheiro para as grandes deslocações, uma vez que a àrea geográfica da AF porto é enorme pelo que fazem imensos kms e onde hoje em dia 20 euros em gasolina para a viagem é muito para o bolso do árbitro e são poucos para o depósito do carro.
Temos a confirmação de que alguns árbitros pedem dispensa ao conselho de arbitragem para não apitarem jogos em alguns fins de semana, uma vez que não tem condições financeiras para custear algumas dessas deslocações.
Como se não fosse só esta situação, temos ainda a questão dos aumentos dos prémios do jogo que não são actualizados acerca de 8 anos!!!
Como se não fosse só esta situação, temos ainda a questão dos aumentos dos prémios do jogo que não são actualizados acerca de 8 anos!!!
Vejamos uma situação:
Um jogo das camadas jovens Júniores D ( Escolinhas - 40 minutos), é pago da mesma forma como um jogo de Júniores A de 1ª Divisão ( Júniores - 50 minutos), ou seja 8,50 euros !!!
Sendo as deslocações custeadas do bolso dos próprios Àrbitros, é normal que muitos Àrbitros se sintam revoltados e desanimados,uma vez que não recebem nenhuma ajuda da parte de ninguém.....
Resta-nos pedir ao CA por todos os Àrbitros, que acompanhem estes casos e lhes dêem uma solução, pois muitos tiram da sua própria casa para investir numa actividade,que diga-se digna e bonita mas que não é a sua profissão e revejam os valores dos prémios que se encontram á muito desactualizados!
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